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O amor é maquiado, o sexo é nu.

Posted by Gustavo Pitwak on 20:55

Por esses dias, andei refletindo de onde vem a calma ou, onde posso buscar o supra sumo dela, atingir uma anestesia sem fim, estagnar as preocupações. Não adianta tentar entender os conflitos, agir pelo coração ou mente, se realmente nunca teremos um fundamento conclusivo. Já diziam alguns escritores, que o ápice atingido pelo amor deságua no sexo, e o próprio sexo deságua em amor, é Yin Yang, luz e escuridão, companhia e solidão.
A teoria que digo, e que mesmo tantos dizem, é que não se atribui valor sem uma comparação/relação oposta a não ser para com um outro fator distinto.
O sexo (-Ah, ele...) como dizia Ben
Harper na música Sexual Healing, eu apenas procuro a cura sexual, muitos veem ele como sobreposição da carne ao parceiro, mas eu consigo ver poesia, eu consigo enxergar quando ele existe, é o calor humano que nos falta, são as palavras e sentimentos resumidos e intensificados em contato e calor, é atingir a quinta dimensão da relação humana, sem ao menos mover os pés do chão, é jogar os problemas num oráculo distante por um instante, transmitir tudo por todo.
São poucos os que hoje, veem com estes olhos para o papel importante que ele tem e determina a continuidade da relação dos indivíduos
O amor aceita muitas condições, mas o sexo é a condição, é instantâneo, porém verdadeiro, enquanto o amor às vezes retalha o coração com a sua capacidade singular, o sexo deságua e invade com reciprocidade, resultado e altruísmo.

Gustavo Pitwak.


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Educação Pública: Investimento x Qualidade

Posted by Gustavo Pitwak on 17:12
“É preciso compreender a ética. Concorrência predatória, utilização de meios ilícitos na conquista de estudantes é antiético. Preço acessível não. A concorrência se faz hoje não pela tradição, nem pelo nome, nem pela reputação do passado. A concorrência se faz hoje com a eficiência universitária que é promover educação superior de qualidade a preços que os alunos possam pagar. Aí é concorrência sadia.” Antonio Carbonari Netto (Presidente da Anhanguera Educacional).

Hoje o Brasil alça entre jovens de 20 e 24 anos, um percentual de 13% de alunos matriculados no ensino superior, número baixo quando comparado com vizinhos mais pobres como Chile 28%, e Uruguai 29% e Argentina com 36% de alunos nessa faixa etária matriculados em instituições de ensino superior.
Nas eleições presidenciais de 2006, muitos diziam e repugnavam “o candidato de uma tecla só”, Cristovam Buarque, em todos os debates ele se excedia em dizer sobre a educação de nosso País.
Mas existe tecla mais relevante do que a educação? Não está correto em dizer que deveriamos investir mais em projetos na educação, tais quais como o projeto de lei que o Senador Cristovam Buarque fez, implicando na obrigatoriedade de matricula dos filhos de politicos em escolas públicas. Assim o representante do povo teria o compromisso de fazer melhorias tanto na parte didática, como estrutura, e capacitação dos docentes. Em geral isso forçaria também uma modificação de urgência durante o mandato deste politicos, e não esses projetos que perduram arquivados ou prolongados e adiados.

“Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos. Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo -, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres. Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.” Sala das Sessões, Senador Cristovam Buarque.

Fonte: www.uol.com.br /
www.cristovam.org.br Por: Gustavo Pitwak

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Frases

Posted by Gustavo Pitwak on 23:23
"Vivemos em um país de falsos hippies que andam de grife, e que fazem movimentos que não movimentam." (Gustavo Pitwak)

"Planejamento de empresa é como Caxumba, se descuidar vai pro saco." (Gustavo Pitwak)

" Nem sempre uma imagem mostra tudo, principalmente se for 3x4." (Gustavo Pitwak)

"Boa propaganda em tv tem que ser como biquini, mesmo pequeno, deve chamar a atenção." (Gustavo Pitwak)

"Não é como Leite Moça, mas as idéias precisam ser condensadas."(Gustavo Pitwak)

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Se não fosse o Sol e se não fosse a Chuva

Posted by Gustavo Pitwak on 11:14
Eu pensava que o calor fosse nos derreter, cada dia mais quente que o outro, um clima louco invadindo cada canto do nosso planeta, de repente vem uma chuva forte derrubando, desmoronando, inundando, são temporais por toda parte, a mãe natureza vivendo um momento de criança e fazendo arte, enquanto isso a gente vê por todo globo grupos de governo se reunindo para medir poder, reuniões com fachadas de “em prol da natureza”, mas a verdade é fundada em interesses políticos e econômicos para continuar a funcionar a máquina capitalista, o mínimo que discutem são seus métodos ineficazes para combater o aquecimento, tanto porque não saem do papel, as indústrias continuam a emitir toneladas de gases na atmosfera, principalmente máquinas do Tio Sam.
A economia de fato não pode parar o desemprego já aumentou e se alastra na crise, mas as medidas com o meio ambiente não podem ser deixadas em segundo plano, devem andar paralelas, é a problemática global, economia e natureza.
Um fato interessante é que o governo acaba gastando valores significantes nos hospitais, devido a poluição no ar e água, se tivessem mais zelo por estas caudas, poderiam economizar e reverter para investimento em infra-estrutura e criação de novos empregos, o que equilibra e da sustentação na economia, melhorando tais índices como o IDH (índice de desenvolvimento humano) do país.
O governo precisaria entender que é melhor um cidadão, um individuo da sociedade com oportunidade de trabalho, e expectativa de vida, e desta forma mesmo sem alteração na taxa tributária, ele poderá crescer ajudando seu país, e assim em uma relação mutua onde o governo reverte toda a “grossa carga tributária” e encargos de empresas para um bem em comum, é possível dizer que programas como a bolsa-família, bolsa-escola ajudaram milhares de famílias, mas infelizmente isso não ajuda em oportunidade de emprego, “não ensina a pescar, apenas da o peixe”, o povo precisa saber que não é vergonhoso não reter a informação, mas o intrigante é dar de costas pra ela, acreditar em toda a baboseira dos políticos aproveitadores é o primeiro erro mortal para o país.
Mas infelizmente ainda existe o pensamento de que todos os políticos são iguais, e então começa a venda de votos por mixarias, cestas básicas, presentinhos, cem contos aqui ou até bem menos, é hipocrisia do povo, todo mundo acaba pagando por isso pois isso tudo vem refletido de volta e amplificado na taxa tributaria alta, nos desvios dos cofres públicos, na falta de emprego, nas super-faturas de construções, repasses e todas as outras falcatruas políticas, que existem no vasto vocábulo no cenário político brasileiro atual.
Penso que isso custa a mudar, talvez demore mais que o planeta vá durar, pois talvez a corrupção seja coisa intergaláctica, esteja pré-escrito no destino terráqueo, e tenha sido herdado por alguma civilização muito mais a frente da nossa, enquanto isso temos independente de calor ou tempestade, ainda existe Sol e chuva, pra gente plantar, como nos tempos das cavernas. (Gustavo Pitwak)

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Um exemplo para a sociedade

Posted by Gustavo Pitwak on 11:09
Hoje em dia existe muita burocracia no Brasil, seja ela na sáude, na educação, na previdência, ou em qualquer outro sistema relacionado ao governo, é isto que nos ancora no subdesenvolvimento, e assim infelizmente pode-se imaginar os passos que ainda iram trilhar as crianças carentes neste país, ainda mais frente a uma crise mundial.
Existe realmente um sistema negativo, e muitas das vezes explicitamente fica alienando os cidadões para o descaso com o nosso Brasil, e para com a sociedade.
Assim surge o grande desafio atual: “caráter contra malandragem”, “profissionalismo contra oportunismo”.
O oportunismo não pode vir antes do profissionalismo, o melhor para o nosso país, é termos mais profissionais oportunistas pensando em maximizar, melhorar e intensificar, para consigo e com o social, e não o inverso, “oportunistas profissionais”, estes que são aqueles que sugam, secam o crescimento do nosso país.
O dicionário da corrupção vive o momento mais farto da história, superfaturas, laranjas, caixa dois, repasses, caixas dois, licitações fraudulentas, cpi para limpar o nome de corruptos, dólar na cueca, sanguessugas e assim vai.
Dentro do serviço público e não só nele, precisamos de mais pessoas de caráter, que não deixam a honestidade ser dissolvida nos interesses singulares.
Ninguem precisa mais apontar dedo daqui ou acusar dali neste país, temos de começar a mudança por nós mesmo, e não deixar mais a corrupção oprimir o progresso, é preciso personalidade forte para manter a limpidez e a transparência, sem esperar o devido reconhecimento entre tantas trocas de prefeitos, governadores e presidentes.
São tantos partidos, e defendendo diversas causas, mas o pensamento tinha de ser mais claro e simples, somos apenas um só Brasil, e em prol deste é que todos devemos lutar.
(Gustavo Pitwak)

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O abadá da crise

Posted by Gustavo Pitwak on 18:44

(Um, dois, três voltando as redações do Cachorro-projetos pessoais)


Em plena crise econômica e no blá-blá nos dispautérios sobre soluções para o tal bicho de sete cabeças. Agora podemos sentir o mundo no esquema "se vira nos trinta", não no progama do Faustão, estamos brincando sobre a economia mundial, com um arzinho de jogos mortais, pois são empresas tentando saidas estratégicas, governos estabelecendo reduções de impostos para estimular a econômia, mas neste vai-e-vem, tem empresa perdendo a "vida".

Tudo indica que este ano, e porque não o próximo teremos dois grandes anos, somados por grandes investimentos, subtraido por grandes reduções, grandes modificações, sobre pressão o mundo e a mente são espremidos como laranjas, e o suco são as grandes sacadas como solução. Se a crise se agravar, se as dívidas persistirem, ou aumentarem, ligaremos para Obama, ou pro SAC da White House. Problemas não faltam, tem uma gripe suína rolando, crise econômica e recessão, logo desemprego, falências, Coréia apontando seus misseís, Irã enriquecendo urânio, e empobrecendo seu povo, mutretando votação, amputando a democracia que não existia.

O problema de alguns destes países emergentes está no fato não da produção de bombas, o fato é que de certa forma o crescimento destas nações irrita governos como Estados Unidos, é como o caso do Bio-diesel brasileiro, os americanos já testam pesquisas para fazer cana trangênica para adaptar ao solo deles. As pesquisas ainda estão em andamento, porém os investimentos são bem maiores que o nosso, aliás enquanto nossos cientistas estão dando aula, os norte-americanos estão engajados em pesquisas com amplo, e gordo investimento para pesquisas diversas.

Não me surpreende que países menores em riqueza de matéria-prima, território, e biodiversidade, como a própria Coréi a, Japão, Bélgica e Espanha, tenham criado melhores soluções para economia, ou melhor foco na exportação que seria o nosso grande diferencial, mas o que acontece é a cultura de substimar o nosso país, valorizar o nosso interno, e determinar uma real posição perante o cenário mundial o nosso presidente tem feito bem isso, agregando valores, acreditando que o Brasil já possuí poder econômico suficiente para liberar empréstimos para países dependentes e menos produtores. A grande sacada é "reinventar" conceitos, e não mais dar um tapa em projetos fálicos, para tanto a educação brasileira precisa guinar para niveis mais altos. População inteligente, procria e elege gente inteligente, e sabe cobrar verdadeiros projetos, e não somente"Bolsas" isso e aquilo. Fechando á "la Belchior", neste país, "Tyranossauro Rex mandou falar, que para acabar com a malandragem é preciso prender e comer todos otários."

(Gustavo Pitwak)

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Um casulo pro futuro

Posted by Gustavo Pitwak on 19:41
Uma voz ressoava rouca pra mim: “- Como você está? Já se decidiu? Vai fazer a diferença hoje? Você não tem mais tanto tempo assim, mas o que escolher será o melhor, o importante é que viver não é difícil, o difícil é...”.
Aquela pessoa estava tão chorosa, a testa franzida a barba grisalha e falhada, os olhos implacáveis reparando no meu rosto, me dizendo que o tempo se passou, me falando que ainda existe uma chance dentro de mim.
São dez e meia da manhã e acordei me sentindo incompleto, sentindo algo ruim, mas feliz pelo que dali em diante estava por vir, como um sabor de chocolate meio amargo. Foi tirando as vendas que a preguiça e o sono me botam que me fez acordar, agora talvez eu tenha um sonho pra me manter acordado, acordei depois de acordado, “reacordando”. Não existe? “Ah! Café ajuda!”
Dizem que são poucos que sentem o gosto da morte e voltam à vida, me senti como essa simples analogia.
Esses dias testaram-me ao extremo, me deixei obscurecer, eu sumi, por segundos não existia, não é apenas com o “bem” e o “bom” que se aprendem, digo isso, porque foi com a cegueira mental e falta de visão de mundo de muita gente, que consegui enxergar além desse mundo de hipocrisia, aprenda com os seus erros, e com os dos outros pra economizar anos de tropeços.
Queria fazer um casulo de borboleta, se esconder por um tempo e só sair quando pudesse voar completo, pronto, todo bonitão por ai, queria eu ter essa opção de poder esquecer o passado que rastejava lento, e feio.
Pra complicar o mundo anda tão moderno, tão “high” e eu ainda não virei um computador, se eu for, por favor, me restaurem. Não devo estar funcionando direito, tantas coisas ainda pra guardar, outras tantas pra processar, e assim por diante, quando essa máquina vai parar, quando vou ganhar um tempo pra esfriar?
O mundo não tem férias nem décimo terceiro e a vida não para pro almoço, e a cada dia que se passa estamos ficando com o saco mais roxo (menos o Collor).
No futuro talvez eu sabia, e nesse presente tudo se confundia.
Fico me lembrando deste sonho, era eu me fitando no espelho, velho e fracassado, dizendo pra mim mesmo: “Viver não é difícil, o difícil é conviver”.
(Gustavo Pitwak)

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Mentiras de verdade

Posted by Gustavo Pitwak on 21:17
Nascemos pra quê? Vamos caminhando, carregando o fardo da vida sem saber pra onde ir, imaginando caminhos, que vão se quebrando com o tempo. Levantamo-nos todos os dias ao acordar, mas caímos muitas por sonhar.
Às vezes a única paz que a gente encontra, está escondida em um quarto sozinho, lá fora tem tanto barulho, e nem sempre a imagem da cidade agrada, com aquelas pessoas com olhar sofrido, tanta malicia e malandragem, nas ruas e até na igreja às vezes acho que é tudo uma grande sacanagem.
Muitas pessoas questionam se existem espíritos ou fantasmas vagando pela terra, acredito que sim, mesmo que da forma metafórica. Quero dizer, parecem existir tantas pessoas vazias de “tanto”, e outras tão cheias de “vazio”, pessoas que acumulam tantas cargas cotidianas, tantas dores do mundo que nem perceberam que não vive mais, o corpo está ali inteiramente físico, mas mente e espírito não existe mais. O pai que brincava com o filho quando criança, já não existe, agora acha problema em tudo, quando não acha trás de algum lugar, ou pior inventa.
A mente pessimista invade, tomando conta, corroendo a sensibilidade de vida, a pessoa não tem mais os pés no chão. Está agora vivendo uma mentira “fácil”, falar a verdade é árduo, o sujeito se pergunta: “- Mais vale uma mentira bem montada? Será um plano vencedor!”, ainda mais quando não questionam o que foi arquitetado, mas a questão é que enganando alguém ou não, a falsidade sempre constrói “aquele castelinho de areia, feio e sem cor”, a pessoa já acha que não precisa pedir desculpas, afinal acredita ter razão, a mentira já criou vida, já é real pra pessoa. A verdade virou mentira, ou delírio. Ironia?
Ah, mas é desta forma que imagino que existem tantos fantasmas pelejando por ai, inconformados nesta terra, vivendo ilusões, como existem pessoas se recusando a vida, vivendo do vago oco da insignificância, ai me volta àquela frase de Oscar Wilde: “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”, e como é tão certo. Viver é aprender com os erros, mentir é como fechar um livro e esperar o conhecimento por osmose.
Ultimamente confesso que pela visão metafórica, com essas analogias, estou começando a acreditar em todo tipo de mitologia e crença.
Um exemplo certo, e que sempre vejo são as pessoas “Mula sem cabeça”, são aquelas que usam desculpas sem fundamento, argumentos que não fazem sentido algum, às vezes até chegam a assustar, tem também as pessoas “lobo-mau”, chegam de mansinho com toda aquela conversa peluda ou cabeluda, mas na verdade é sempre agressiva, a critério de ataque (vejo um monte principalmente no senado), e tem também as pessoas “Curupira”, são aquelas que dizem uma coisa, mas na verdade está pensando totalmente ao contrário.
Resumindo, estamos vivendo na verdade um grande mito, pra esconder os nossos defeitos, por outro lado, também não tem nada fora do normal, afinal sempre desconfiei que os humanos fossem uma espécie de aberração.
(Gustavo Pitwak)

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Primeiras e terceiras intenções

Posted by Gustavo Pitwak on 10:44
Assistindo um pouco de tudo na televisão, intercalando canais sem nenhuma opção, lendo as reportagens criminais, políticas e demais impressões feitas para um resumo semanal, no final me dá um calafrio, chego a perder a noção e o resto de ideologia, que me resta.
Tudo bem que estamos com certa “urticária social”, fiquei pensativo outro dia, um senhor de idade me abordou de maneira apavorada, dizendo precisar de ajuda, pedindo carona para levá-lo até a zona rural, em razão de seu filho, um dependente químico, tê-lo esquecido na cidade.
Por mais explicito que o velho senhor tenha sido, a minha ajuda não passou de moedas, fiquei confuso, entre o remorso e o alivio, de não ter acreditado, e outra de ter se livrado talvez de um problema maior. Em outro dia, fiquei aflito em ver uma senhora carregando várias sacolas de mercado, juro pensei em ajudar, mas algo me dizia que ela recusaria, ela desconfiaria da minha bondade, ainda mais em São Paulo, onde se fica temeroso, vivendo em um berço criminal.
Muitos dos meus amigos já foram assaltados de maneiras inesperadas, mendigos, senhoras, meninas, meninos, carteiros, até mesmo extorsão de policiais, agente anda desconfiando do próximo, a gente fica mesmo com flores e facas na mão.
Dizem para “amar o próximo como a si mesmo”, talvez esse seja o problema, o homem moderno não se entende, não se ama, tão mais complexo para ele amar o próximo. Não? Estamos sem tempo para nós, quem dirá para os outros, mas também não é precisamente necessário ficar atravessando velhinhas na rua.
Vivemos andando no escuro, com a corda bamba, dançando pagode, samba, e equilibrando uma pilha de contas, num dia-dia corrido e sofrido. Pergunto-me quando vamos parar com essa velocidade, puxar de vez o freio de mão, andar um pouco na contramão, ligar um pouco o som, deixar o sol entrar, o suor descer pro frio dentro derreter, a gente percebe isso pelas famílias que não se reúnem mais, apenas em datas extra-especiais, os amigos e namoradas se encontrando pela internet, em papos vazios, sem calor, uma presença ausente, o mundo inteiro conectado e por isso tão separado, uma mentira sutil e sincera, uma realidade intangível, o carinho das mãos amigas se acabaram, a vizinhança, as gargalhadas de crianças brincando na rua se esgotaram, fechados em condomínios e apartamentos separados.
Talvez no próximo século a gente termine de transformar essa sociedade, mas enquanto o futuro não chega, nós ficamos com os pés no passado, com certo orgulho tradicionalista, que reprime o agora, atravancando a novas ideologias, mesmo nesse infinito universo de tecnologias que vem surgindo, as cabeças congeladas no passado parecem descongelar aos poucos, mas a grande chance está na juventude.
Uma vez um senhor carrancudo me disse: “- A juventude de agora é tão ignorante que se esquece do passado, e se joga no futuro”, eu então lhe perguntei, desviando o assunto se ainda tinha ouvido falar da tecnologia “Blue Ray”, o senhor me indagou: “- Urubu Rei?”, neste momento não saiu da minha cabeça que, muitos respeitáveis senhores ainda se afogam no passado, pra não respirar o futuro. (Gustavo Pitwak)

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Finalmente nascendo

Posted by Gustavo Pitwak on 08:27

Escrever sobre coisas que andam conspirando, e pensar um tanto, porém esperar muito, enquanto se recebe pouco, é como lamber o final de um copo de orgulho, é o que existe entre esse vão do anonimato, mas a gente sempre acaba voltando ao normal, respirando um pouco aliviado, com a liberdade que ainda resta.
Se você sabe tão pouco, o quão pode ser feliz, a inteligência estressa, a mediocridade empaca, a burrice ri, enquanto a loucura deprava.
Mas o vicio da sapiência invade a mente, quer colocar “caramiolas” na cabeça, refletir cada tom, censurar mesmo que um pequeno som. Não são apenas os livros que caracterizam o estudioso. Muitos cientistas se basearam apenas no que viam e no que sentiam ou imaginavam, o próprio Einstein dizia, “A imaginação é mais importante que o conhecimento.”
A vida é um experimento com dias contados, do dia em que nascemos estamos perdendo tempo de experiência, isso quando não o fazemos. E um tanto complexo viver, imaginar é bom, viver uma imaginação pode ser uma eutanásia da alma, ao mesmo tempo em que o individuo que vive na extrema realidade, se priva da arte de sonhar, que dá sentido a tudo, é o porque e para que vivemos.
Faz algum tempo, havia um professor que me dizia que a sociedade crítica ainda viria, pra levantar suspeitas sobre toda essa hipocrisia global, que há tempos nos vem embalsamando de mentiras, um grande fetiche sem sonho, a mesma sociedade que está sempre num réveillon qualquer, comemorando com taças de cristal regadas de champanhe, com brindes e orações de paz, roupas brancas, altruísmo intangível em promessas de um ano melhor, mensagens de amor soando no ar, por todos os lados, como se tivesse algum sentido, pelo menos até a festa terminar, em um porre de uísque importado na cabeça de um burguês abandonado.
Não faz bem a saúde tentar enxergar a malicia, não faz bem guardar o rancor, vale à pena explodir a raiva pra fora, aproveita pra explodir o amor, explodir os sentimentos. Explodir os pensamentos, não faz mal dizer bom dia, não faz mal engolir os erros junto com o orgulho.
Existe um problema com a sociedade em aceitar a sua parcela de culpa, e para isso é mais cúmulo, encostar-se a uma ideologia capitalista, pra não ver que nem todo morador de rua é assim porque prefere. Nem todas as mulheres ou homens se prostituem porque gostam da profissão.
Algumas pessoas me disseram que não ajudam moradores de rua, pelo argumento de dúvida, “- Onde ira gastar?”, “- É um velho bêbado”, ou um argumento mais ridículo ainda “-Ele não estudou porque não quis”, o que deve existir é chance para todos, e mesmo com pouco se faz muito, de repente a esmola de dez centavos de três pessoas, possa ser um pão, uma simples refeição, ou mais um dia de vida, é da simplicidade de pensamento que vem a grandeza de caráter, é o caráter que faz o homem, e este que faz a sociedade, se a sociedade vai mal, é explicitamente uma coletiva falta de caráter.
O ser humano mesmo em sua individualidade tem o dom de dar a vida, não estou falando de “sexo e reprodução”, algumas pessoas aos quarenta ainda não vivem, talvez se inspirando em democracia, assim como a morte, que vem para todos.
Evoluímos mais de mil anos em tecnologia, criamos milhões de máquinas, regredimos tanto em ideologia, para tanto, tantas baixas, uma guerra irracional no submundo, e todos os dias.
A questão não é julgar algum nicho social, um ponto geográfico, brincando de “batata quente”, mas reconhecer que se um “mundo melhor” é feito com a união, vamos parar de ficar “lavando as mãos”, fazendo planos pro próximo ano, esperando sempre dos outros, em um futuro que nunca vem. (Gustavo Pitwak)

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Vida, o diretor

Posted by Gustavo Pitwak on 18:14
Dizem que a vida imita a arte, e confesso que essa frase nunca fez tanto sentido pra mim como agora, nunca teve uma situação, e um ambiente tão propicio para que ela ecoasse na minha cabeça dessa forma.
O dia estava com nuvens carregadas, e logo de tarde começou a chover, se prolongando até o cair da madrugada, a grama já estava suculenta de tanta água, não se ouvia nada, a não serem as grandes gotas da chuva se espatifar no chão em uma nota só, porém, com certa harmonia, como um concerto da natureza, ressaltando como pequenas coisas juntas podem formar uma grande orquestra.
Uma pessoa mesmo só, pode transformar-se na arte de um monólogo, um deficiente pode viver um drama, podemos viver em suspense, ou até mesmo aos mais pessimistas, podemos estar inteiramente vivendo em um terror, talvez poucos desbravem a vida como uma ação, aquela que exala adrenalina eplo corpo, quantas poucas crianças no mundo deliciam uma comédia.
Não importa a situação que se viva, todas elas se confrontam entre si, ou seja, a vida em qualquer aspecto desses, não deixou, não deixa e nem deixara de ser arte.
Por mais que fiquemos assombrados com as falcatruas políticas e roubalheiras dignas de um filme policial, nós ainda tiramos tempo para ver a comédia de toda essa farsa.
Quem vive no fanatismo religioso, e criando guerras infinitas, movendo nações para um modelo de ação sangrenta, e não imaginam o quanto é o terror dos dilacerados, e o drama das famílias que os perdem, tudo em vão de uma distorção ideológica, e nem imaginam ao menos, o suspense no coração de quem assiste aos massacres, mesmo que pela TV.
A vida se entrelaça, comanda a apresentação, a peça, e o show, escolhe os cenários, e minuciosamente cada detalhe, que vão dando cor e forma a nossa história, a vida é realmente um excêntrico diretor, ele pode de repente alterar os personagens, mudar o roteiro, ou excluir até mesmo os mais queridos personagens e protagonistas, e ainda pode ter dom de colocar ou tirar a luz do nosso palco. Enfim não importa como é o roteiro, a vida como um diretor sempre conclui a sua obra, e a nós resta-nos fazer a melhor e única apresentação, é uma triste e linda condição.
(GustavoPitwak)

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A pirofagia da emoção

Posted by Gustavo Pitwak on 11:59

O semblante de uma criança sem alegria é como a agonia muda de um pobre morador de rua, mas se percebermos por dentro, elas existe uma imagem que grita por dentro como figuras do expressionismo. E como é triste não nos preocuparmos com elas, na quais estão aprendendo desde cedo que se podem aprender as lições de vida de formas muito mais cruéis, e assim a sociedade esquecendo do alicerce da nossa sociedade, e planejando um futuro sem fundamento, projetado ao vácuo de nossas ignorâncias, que relevam a vida humana, é como se quisessem colher os frutos sem antes regar as mudas.
Desejo intensamente saber quando renasceremos em ideologia, sair da mediocridade de opinião, pregados em uma sociedade que se avilta a si mesma.
Pergunto-me repetidamente pelo que nunca respondem, não consigo ver na televisão, nem nas mais profundas reportagens e pesquisas, quando o espelho vai deflorar as respostas, e refletir a nossa face criminosa em cima dessa culpa.
O capitalismo nos tem suprido de maldade, é um banho de sangue, e um materialismo que desvaloriza o conceito humano. Eu não queria invernar sozinho naquelas garrafas de melancolia, deitado á companhia de Marx e Orwel cumprindo uma promessa social, tentando desmembrar da liturgia religiosa, distribuindo a culpa em “lá e cá”, ou pesando a solução em Alá.
Eu vejo o rodopio das luzes à noite, a náusea da grande cidade fazendo do movimento das grandes massas, o incessante trânsito andando pra tantos lados e ao mesmo tempo ninguém indo pra lugar nenhum.
Eu vejo o malabarismo de pequenos garotos no luminar do semáforo e dos faróis dos carros, enquanto para eles nenhuma luz no fundo, a oferenda da pouca esmola, e o forte cheiro de cola e a perceptível ausência de escola.
O que mais é desgastante é ficar fitando a impetuosa feição dos porcos burgueses, encarando a situação de cima, se distanciando da sua consciência gorda e pesada, a nata social que reprime e sufoca que só sabe punir com facilidade, com um simples olhar, sem se por no lugar do próximo.
O que vejo lá no fundo, é tudo como um grande circo, na frente tem uns dois ou três cuidando da bilheteria, com toda grana nos bolsos, enquanto dentro do picadeiro, embaixo da lona e no calor, tem muita gente se equilibrando na corda bamba, e aquele sujeito rodopiando e brincando com fogo, fazendo desenhos de luz. Alguém tentando fazer palhaçadas pra descontrair a tensão, mas continuo com náuseas de toda essa pirofagia, e meio que me sentindo como um daqueles animais selvagens do circo, presos em um cativeiro para o qual não nasci, sem poder rugir pela selva afora, proteger a minha floresta.
(Gustavo Pitwak)

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Enquanto tivermos azul anil

Posted by Gustavo Pitwak on 10:24

E quando falávamos de liberdade? Cadê os hippies, naturalistas, e nudistas? Naturalismo virou sinônimo de maconha, e as “bundas comerciais”, na praia ou mesmo em propaganda de cerveja.
E quando se gritava por democracia? Os “caras pintada” foram uma espécie de neurose? Porque nosso caríssimo Fernando está em Maceió, e agora nossa cara pintada, só se for de palhaço.
E quando queríamos terras para plantar? O MST se descontrolou pela ganância também? A geração de agora não entende os princípios do movimento de anos atrás, não é Inácio?
E quando exigimos os valores nacionais? Esquecemos de começar por nós mesmos.
A música popular brasileira tenta respirar, enquanto a cultura pop estrangeira inunda as orelhas brasileiras.
E quando tentamos manter a cultura do país? Nós inundamos de fetiches internacionais? Ninguém veste mais verde periquito, nem amarelo ouro, só azul ou vermelho Bush.
E quando se criam varias leis e emendas? Elas não saem do papel ou vão pra gaveta? Burocracia para fazê-las, incompetência e irresponsabilidade para aplicá-las.
E quando se tentava combater o desemprego? Agora os mendigos se espalham pela cidade? Medidas criam empregos, mas aumenta-se impostos até empresas falirem e botarem mais gente na rua.
E quando se imaginava uma educação de qualidade? Os alunos picham e rasgam os livros? Um desinteresse de dois lados pela educação. Reciprocidade?
E quando pensávamos em constituir família? O casamento virou brincadeira? Divórcio em alta, não me admira se a aliança for brinde de pacote de salgadinho.
Um grande país cheio de dúvidas, ou feito delas, e que são respondidas com mais incertezas.
Talvez isso represente algo positivo, se tornar as barreiras atuais como um modelo de desafio, com um governo de frente evolucionista, que acredite na interligação das nações como progresso de um todo, somos uma imensa soma de culturas e biodiversidade.
Não podemos ficar a mercê dos interesses de burgueses e seus ego-idealismo, temos uma grande nação, porém uma economia verde, querendo ficar amarela e madura, mas que em tempos de inflação e crise mundial infelizmente a conta de muita gente fica em branco, mas pense positivo e seja otimista, saia pra fora de casa, respire ar fresco, ainda tem um lindo céu azul ainda, são as cores do nosso Brasil.
(Gustavo Pitwak)

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Café com laranjas

Posted by Gustavo Pitwak on 09:18
Há uns dezoito anos atrás, eu fui apresentado a um dos sabores (prazeres) mais diferentes que já senti na vida, o café.
A primeira vez foi em uma pequena dose, servida em uma xícara de café, mas instante depois, interessado pela bebida, e maravilhado com seu gosto amargo e quente e indignado como isso poderia causar dependência, e ainda assim aguçar o raciocínio?
Mesmo sendo pequeno, sempre achava uma maneira de beber um pouco mais, mesmo que escondido, ainda mais depois de descobrir que estimula ao raciocínio, “- não estou fazendo uma analogia do café a um dependente químico, que isso fique claro desde já”.
Lembro me que da mesma forma aconteceu quando me deparei pela primeira vez com o conceito “capitalismo”, ainda era novo, mas me trazia também a mesma dúvida, de que, como um sabor amargo pode mesmo assim trazer tanta dependência?
Mesmo com quase vinte anos saboreando o café, não me tornei um especialista nele, nem mesmo hoje sabendo distinguir o arábico nacional, do colombiano ou outro importado qualquer, tendo no mínimo minhas preferências, separo bons de ruins, que às vezes nem sempre é o mesmo do agrado para outro. Imaginei que igualmente ocorre na sociedade capitalista, não se tem com precisão como separar bons de ruins, ao menos com tanta convicção, não se tem como formar um bestiário completo, acusar daqui e punir acolá, é um sistema de exclusão, então o maldoso pode ser apenas um bem sucedido no sistema, ou não? Ou sim? Quando falamos de nações imperialistas, como Estados Unidos, ou de países como o Brasil, em ascensão para o desenvolvimento, sopramos pelo lado da hipocrisia política, digo isso porque é claro que existe uma defesa explicita, jogos de interesses, com apertar de mãos frias e metódicas, discursos ensaiados, gestos previamente calculados, e canetas aguçando acordos internacionais pelo bem do progresso e da economia global, resumindo “diplomacia”.
Estimava ser veterinário quando menino, pensando no bem dos animais, em prol da causa deles, mas logo depois, pesquisando um pouco mais, descobri que não se poderia se basear só nisso, e que existiam outras formas de ganhar dinheiro fazendo algo que gostasse, e assim hoje fico imaginando que assim deve também pensar um político em inicio de carreira, entram pelo bem da sociedade (ao menos é a base campanha), mas no final descobrem outras formas de ganhar dinheiro, e que princípios nem sempre somos nós que os moldamos, e que índole e honestidade são coisas de altruístas.
Em todos os campos profissionais ou grupos sociais existem algum tipo desvio de conduta, alguma tipo de pratica ilícita, isto tudo porque a competitividade e a busca capital nos leva a vertigem, é um sistema que estima pela unidade, pela realização pessoal, isso significa que não pelejamos pelo pluralismo, isso é apenas um pretexto, desta forma vivemos em sociedade pela busca individual, “- que irônico, não?”.
O jornalismo que hoje vive de uma sede por resultados, faminta por fatos, grandes noticias, se perde da linha inteligente e acabam desaguando no sensacionalismo de pequenas causas, com certa redundância, ou se prostituindo em boatos e ficção.
A política se argumenta na conjuntura social, mudanças que tragam benefícios para o bem em comum. De um lado direitistas de outro esquerdistas, cpi para investigar sanguessugas, mensalão, dólar na cueca, políticos se defrontando (digladiando) em Brasília em sessões, expondo as mais difundidas idéias ocas, isso porque só ficam no papel, a não ser as taxas tributárias e orçamentos públicos, que parecem “bolo de casa de vovó”, cresce que é uma beleza.
O sistema privado possui grandes empresas, muitas delas quando não sonegam de maneira absurda, conseguem uma licitação pública suspeita e superfaturam, isto sem falar em laranjas e lobistas.
Sempre lembro de uma certa vez, em uma conversa informal no escritório de meu tio, ele reclamando da tributação exclamou: “- Ainda bem que os políticos dormem, é o tempo que nós temos para tirar o nosso”, verdade seja dita, imagine o que seria de nós se ficassem acordados vinte quatro horas por dia?
Deixo aqui então meu apelo final, as nobres copeiras do senado, prefeituras e demais recintos políticos: “- Por favor, reduzam o café!”.
(Gustavo Pitwak)

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Extinto de extinção

Posted by Gustavo Pitwak on 09:31
Ando com vontade de sair da cidade, sair do Estado, seguir em estrada até minha terra, queria não mais ver este trânsito, nem ouvir esse barulho de caos, não de metrópole, mas esse barulho de gente falando, sobre seus “egos”, exaltando suas ostentações, afirmando seus rancores. Acho que pensando assim às vezes teria de fugir do mundo.
Queria um pouco mais de simplicidade, mas eu mesmo me cobro involuntariamente mais e mais, sem me culpar. Eu queria poder sair com os amigos, mesmo que fosse pra conversar, tomar uma erva-mate tererê.
Gostaria de encontrar alguém, pra poder desabafar toda essa incoerência dos hábitos humanos. Certa vez até me deram uma dica dizendo: “você precisa acreditar em alguma coisa, ir a uma igreja, sei lá”, aquilo me soou estranho, mais especificamente este “sei lá”, como se fosse assim, “procura alguma coisa, qualquer coisa”, a fé hoje parece tão simplificada, e comercializada como a qual se oferecem um canapé “pega um”, naquele momento fiquei pensativo, fui indagado á um profano herético, acredito em Deus como uma força superior a tudo, no mais, não tento ficar criando teorias mágicas pra explicar ou persuadir pessoas e mover multidões. Nunca na minha vida me confessei, já é tão difícil acreditar nas pessoas que se pode olhar nos olhos, imagine nas que ficam por trás de um confessionário.
Estou desanimado com esse excesso de hipocrisia, instituições que dizem ajudar, governo que diz construir, igrejas dizendo salvar e até curar, tudo se aproveitando do sussurro desesperado dos humanos, procurando a salvação das suas próprias cabeças. Eu me preocupo com o mundo, mas não me importaria se as catástrofes ficassem mil vezes mais potencializadas sobre o homem, especialmente sobre os paises que praguejam o planeta, afinal “aqui se planta, aqui se colhe”, e nem seria de mau gosto, se voltássemos a uma era glacial, ou, nos tempos das cavernas, quem sabe? Desde aqueles tempos as civilizações passaram por mutações, e evoluções sociais, e logo econômicas, mas nunca um conceito primata poderia expressar melhor o modelo de coletividade, aonde existia uma terra para todos, com grupos (não classes), onde uns plantavam, uns colhiam, outros caçavam, e independente da sua ocupação ou posição social, todo o processo era para beneficiar a todos.
Não defendo bandeiras, ninguém veio deste país, daqui ou dali, todos vieram perante um extenso processo de evolução genética, que diferenciou aparentemente alguns de outros, o difícil é acreditar que mesmo provendo de raciocínio e inteligência, diferente de quase todas as espécies, e que por extinto de reprodução criamos o “amor” e a “família”, por extinto de materno criamos a “infância”, só não entendo, porque se por extinto somos animais que vivemos em grupos e sociedade, existe tanta desigualdade social no mundo, ironicamente deve provir do extinto assassino.

(Gustavo Pitwak)

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Espelho dos inocentes

Posted by Gustavo Pitwak on 09:21
Se existirá um dia um julgamento, será diante ao espelho, ao olhar-se o réu em sua totalidade refletida no espelho dos inocentes, perante o que fez, não existe culpa maior do que a própria imagem, aparentemente pode tentar enganar-se, pode tentar seduzir com idéias, e concepções do idealismo hipócrita, mas nunca falha, pois pune a mente, que é já tão fadada a recriminações.
O homem não acaba com o desumano, porém este o acaba, superficializando o pensamento em nossa sociedade, diferente dos séculos passados, dos grandes inventores, compositores, cientistas e escritores. Mesmo considerando que hoje atingimos um ponto de saturação, o homem pós-moderno se escora na facilidade tecnológica, prostituindo o raciocínio cientifico, que atualmente não duram mais do que uma entrevista, reportagem de jornal ou duas páginas de revista.
As tecnologias são montadas para facilitar nossa vida, mas com o fácil acesso perde se a qualidade da informação, e não se usufrui para a formação intelectual, e sim para criar mais comodidade, na garantia de estar atualizado.
Quando se para e pensa, mesmo que pequenas coisas cômodas, elas formam juntas o conjunto de nossa imobilidade, tanto física como mental dos indivíduos, não subimos mais escadas, usamos elevador, não calculamos de cabeça, usamos calculadora, não andamos mais ao ar livre, vamos à padaria de carro, nem o vidro do carro a gente roda mais pra abaixar, é elétrico, não pensamos mais, assistimos tv e lemos revistas.
Nesse ponto é importante ressaltar que o homem hoje não busca suas respostas na religião ou antropologia, a maior busca dele é por seu ego, o consumismo explicito, vencer hoje em dia, significa ter mais que o outro, ou melhor. A maioria das pessoas acha que estão navegando rumo ao progresso democrático e pessoal, enquanto isso o grande navio segue rumo ao precipício dos hipócritas, se afogando em inveja, ganância e destruição social. Mas sobre o espelho, acredite, passam se anos, mas um dia você se vê, frente a frente, refletindo a imagem triste de seus últimos capítulos irreversíveis, ou a felicidade de ter escrito um bom livro.

(Gustavo Pitwak)

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Os chocolates acabaram

Posted by Gustavo Pitwak on 09:05

Desde que me mudei para o interior de São Paulo, não me conformo com o clima, quase todos os dias do ano são quentes, e só eu sei o quanto me irritei com o calor, o ar abafado, a vermelhidão que o sol deixava e o desgaste físico, o calor exausta muito, ainda mais quando não se tem uma praia por perto, pra deixar os pés enterrados na areia, a maré que vai subindo, enquanto à noite vai caindo, com a lua deitada nas ondas, imaginando me lembra o deslumbre litorâneo nordestino.
Deixando de lado a praia, venho aqui a falar que de uns tempos pra cá, os dias foram diferentes, o tédio em cada canto da casa me distraindo de qualquer inquietude, o suor escorrendo, deslizando como os ponteiros do relógio, roubando-me mais alguns segundos do dia, mas não me importo, sabe, ás vezes é preciso um pouco de melancolia e solidão para se dar valor as coisas boas da vida, como a alegria e onipresença dos amigos.
Sempre me pergunto, se realmente estou descartando as cartas certas? Será que tudo é um jogo? Ou será que já está tudo traçado, após ter nascido é só “deixe a vida me levar”, este que na qual não é o meu dilema de vida, com certeza, e que me desculpe o poético “Zeca”. Ultimamente não ouço mais o som romântico que antes tocava, um momentâneo “stand by me”, nem as flores, os chocolates, ou beijo mordiscado, não tenho mais a quem dedicar essas caricias, por enquanto a certeza é que a cama ainda está sozinha, sem mais espaço pra tanto vazio, se assim se pode dizer. Questiono-me pensando alto: “Em qual rumo estamos indo, se ninguém é de ninguém?”, a relação no século XXI está muito mais complexa, de tanto se tentar simplificar. Vai se entender?
Talvez isso seja uma grande lição de moral, como uma vez ouvi dizer, que “só se sente o verdadeiro sabor do doce, quando se provou do amargo”.
Mas daí eu entro numa reversa indagação, e quando se prova bastante do doce (amor), sem dar o devido valor? Será que terá de se provar do amargo em mesma dose? A verdade é que tenho medo, de um dia acordar e descobrir que acabamos nos frustrando do amor, e que procuremos em outro sentimento a nossa satisfação, já que “sexualizamos” até os objetos inanimados, ás mais intangíveis opções. As pessoas perderam o ponto de referência entre a vida e realizações pessoais, o correto atualmente é desejar, ser, alçar alto, custe o que custar, alcançar o mais longe, mesmo que custem inimizades, o que não é difícil hoje, já que amizade, honra, e honestidade perdeu o valor límpido de tempos atrás.
O amor ficou de lado? Ou ele nos deixou de lado? Perdemos o calor que tínhamos com ele, nosso envolvimento com ele caiu na rotina, e se dissolveu em meio a tanta preocupação com valores capitais, que equiparamos cotidianamente aos indivíduos que nos rodeiam o meio social.
Em contra ponto, mesmo com tanta preocupação com o bem estar, imagino que estamos fadados a pelejar atrás de algo inalcançável, ficando inertes ou sujeitando-nos a mediocridade de nossas vidinhas modernas, a mesma que achamos nos intelectualizarmos, nadando no “mar morto” do superficialismo do século XXI, meio como seguindo a ideologia “zumbis”, vagando e vagando pelo sangue do outro. A gente não tem mais aonde procurarmos por nós mesmo, não á mais “homem” dentro dos homens, nem “mulheres” dentro de mulheres, a não ser no sentido malvado e sexual.
Ao menos nos sonhos posso imaginar que no futuro ainda haverá um suor que possa valer a pena, com os chocolates, as flores, possivelmente na praia, de um lado um amor com amor, que dure ao menos até o Sol se pôr, simples como essa rima.
(Gustavo Pitwak)

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Ração humana

Posted by Gustavo Pitwak on 14:49

Em dias atuais, de tanta informação, e conectividade da mesma, a momentaneidade e a disponibilidade de “tudo” a todo tempo, exacerba ao usuário homem, que este perde seus valores.
Neste aspecto o homem inverte seu posto perante a globalização, não mais a moldando, e sim, moldado.
A globalização criou vida, e tem suas próprias pernas. O homem moderno achou que iria navegar neste rio, desbravar com mais facilidade pelas margens do progresso, porém quem dita as regras é a correnteza global.
Sem presságios, no contexto atual ou se cresce, ou afunda, ou evolui, ou vira hippie, ou acompanha, ou espera vegetando a eutanásia capitalista.
E concreto se dizer que estamos aberto a novos horizontes, digitalizamos, intelectualizamos, informatizamos, mas esses tipos de atributos ou informações, são de alto nível e não tem fácil acesso a margem social, quando se pensa na complexidade de sua qualidade.
A maior disponibilidade que existe, é destinada para você ficar integrado conforme a dança. Imagina-se que seja que informação hoje em dia é como uma produção agrícola, no decorrer do ano é plantado e fertilizado o produto (realidade), assim a primeira safra (fatos) nasce, daí então é colhida a matéria prima (informação), é separado os grãos entre tipos A,B e C (classes) e por assim em diante. Separado os grãos eles são manufaturados (informação manipulada) para cada respectivo consumidor (público), depois passa pela indústria, que a adequando e usando embalagens para a distribuição da ênfase final (sensacionalismo), chegando finalmente ao campo de distribuição (canal) para o mercado (meio).
O mais intrigante, é que ainda são usados os bagaços e os farelos de toda produção, para destinar-se aos animais irracionais (bobalizados), pobres animais, pensam que estão consumindo, mas na verdade serão consumidos, enquanto aguardam na engorda capital, são eles ruminantes que gostam de rodear pelo pasto (TV), e apreciar uma boa lavagem, mesmo que esta seja cerebral.
Realmente isso é a pura “antropofagia”. Daí se você me pergunta: “Antropofagia, não é do homem? Você esta não estava falando de ruminantes?” Resta-me responder ao importuno: “Ah! Se não entendeu? Faz o favor, liga a TV e boa diversão”.

(Gustavo Pitwak)




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A Globalização é gay

Posted by Gustavo Pitwak on 14:36

Entrei em contradição ao pensar sobre a sociedade, pois não somos mais quem somos. Aliás, quando nós fomos? Como mesmo diz a música, “Ah! Se eu fosse homem com” h “maiúsculo”, mas eu tenho uma camisa rosa no armário, e tema uma bege, e o tênis e branquinho. Pergunto-me “Meu Deus, cadê a bota e o sapato?”, a gravata ta na mala, mas o brinco ta na orelha, “putz” o desodorante tem um cheiro doce, e de chocolate.
Em nossa conta sexual, muitos não sabem quando, aonde e quantos foram. De certa forma estamos esticados nessa cama social, cobertos com um lençol de sexualidade explicita, degustando a pansexualidade, do grego “pan = tudo”, e não é incorreto dizer que de certa forma “ta tudo liberado”, sendo ainda algumas coisas escondidas ou com uma leve discriminação por ainda existir uns resquícios de tradicionalismo da igreja, sociedade ou cultura, mas quando comparado há décadas atrás, isto fica parecendo um “balaio de gatos”, a verdadeira “gaiola das loucas”, gente procurando gente, na verdade procurando por eles mesmo.
O individuo pós-moderno esta além da religião, digo isso porque só ela já não basta, ou não consegue mais explicar ou fazê-lo entender sobre sua origem.
Se existe a desconceitualização do tradicional, logo o ser homossexual vira normal, metro-sexual é banal, mesmo dentre os homens, e ser lésbicas já virou fetiche.
As pinturas e esculturas antigas não me surpreendem, á muitos menos as novas gerações (não que eu seja velho, mas isto expressa como em curto prazo de tempo as mudanças são bem mais avassaladoras, do que como antes), mesmo com a delicadeza de cada traço esculpido ou pintado, e em especial as reproduções do corpo feminino, talvez essas artes perderam seus valores por causa da cultura pornô explicita e a industrialização dos valores artísticos.
A industria custeou o corpo, o amor, as paixões e que hoje também seguem tendências como de moda, quantos (a) não trocam de namorada(o) como se troca de roupa.
A tal globalização é meio que assim, sem sexo determinado, porém tarada, sem formalidade, cheia de cores e curvas, como um arco-íris da parada gay. (Gustavo Pitwak)

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Atualização sócio-cultural

Posted by Gustavo Pitwak on 14:58

Desde muito tempo analisei as atitudes humanas, desde as crianças, os adolescentes até os de terceira idade. Existe um conjunto de ações determinantes do agora que deságua no depois, imagina-se que atitudes mesmo que momentâneas refletem amplificadas no futuro. Não consigo imaginar no contexto normal da sociedade,que ainda tente-se enformar-se no modelo antigo, pois é tão traçado, formar-se, trabalhar, casar, reproduzir e estabilizar.
Hoje temos mudanças neste contexto, mas a sociedade ainda repousa em cima deste modelo, como se fosse uma breve atualização. O trabalho começa mais cedo, casamentos duram menos, tem se menos filhos e assim sucessivamente.
Estamos prestes á colidir, adentrando ao colapso de paradigma de sociedade conceituada. Passemos agora ao conceitualização individual, é um esboço imaginário do que nos aguarda, totalmente desprendido de vinculos matrimoniais, já não á mais tempo para a o sexualismo irracional, estamos calculando tempo, dinheiro, valores sociais, e em breve uma nova atualização, uma versão mais "clean" da sociedade.
Dizem que o homem esperava da globalização e sua hiperconectividade uma comodidade maior, ela trás, e muito. o que acontece é que o homem pós-moderno ele cobra mais e mais de si, ele é um homem descaracterizado por se descaracterizar, ele esta trocando constantemente seu envólucro social e cultural. A cada passo que se dissolve tradicionalismos antiquos, crendices mediocres, a cada nova concepção, a cada nova mente se abrindo para a verdadeira realidade, o homem fica cada vez mais livre para o raciocinio real, embora assim ele se depare com a avalanche de informações que a dromocracia cibercultural trás.
Retomasse então a remodelagem do sócio-cultural, e enquanto estivermos lhe dando com economia em crise, burocracia das politicas externas de países desenvolvidos, hipocrisia da igreja e das organizações de apoio aos países subdesenvolvidos, carga tributária elevada e sistema de governo corruptos, estaremos presos na crise de identidade, sucunbindo a respiração entre o neo-mundo e o sub-mundo.